{"componentChunkName":"component---src-templates-blog-js","path":"/blog/2-25-a-parte-que-falta…-e-a-incompletude-da-vida/","result":{"data":{"site":{"siteMetadata":{"author":"Carla Vieira","image":"/images/avatar-carla-2020.jpg"}},"markdownRemark":{"id":"08e8272a-86fc-5769-af5a-0153ee131b10","html":"<p>Durante essa semana, viralizou no facebook e twitter o mais novo vídeo da youtuber Jout Jout. Após assistir o vídeo entendi perfeitamente o porquê: em quase nove minutos, Jout Jout lê o livro infantil A Parte que Falta, do poeta, músico e ilustrador Shel Silverstein.</p>\n<center><iframe width=\"560\" height=\"315\" src=\"https://www.youtube.com/embed/GFuNTV-hi9M\" frameborder=\"0\" allowfullscreen></iframe></center>\n<p>Acredito que a reação exagerada sobre o vídeo diz muito mais sobre o mundo que estamos vivendo do que o próprio vídeo, né?</p>\n<p>O vídeo foi lançado há menos de uma semana e já tem gente falando que foi uma virada de chave na vida, outros tatuando e falando o quanto o vídeo fez enxergar o mundo de outra forma.</p>\n<p>O ponto nem é sobre como cada um se sente, o que faz com o próprio corpo ou sobre a Jout Jout (que inclusive, gosto muito), mas como existe uma “pressão” em ser feliz ou se sentir bem o tempo todo. Você não pode estar triste e não pode sequer estar normal sem ser taxado de acomodado ou “estar na zona de conforto”. Mas mostra como as pessoas ainda não tinham parado para pensar sobre o assunto, como isso ainda é pouco falado, como ainda hoje a saúde mental acaba sendo deixada de lado. Falar sobre saúde mental importa demais e eu vou ser sempre a primeira a defender isso.</p>\n<h3>Sobre o livro</h3>\n<p>No livro “A Parte que Falta”, o autor aborda a busca do autoconhecimento e da completude e todos nós já passamos por isso em alguma fase de nossas vidas, assim como iremos continuar passando a todo o tempo.</p>\n<p>O livro fala sobre quem somos, qual o nosso lugar no mundo.</p>\n<p>Quem nunca se sentiu perdido, procurando entender qual sua missão nesse mundo? Eu já me senti assim milhares de vezes em diferentes etapas da minha vida.</p>\n<p>O livro foi escrito para as crianças, mas encanta ainda mais aos adultos, por que fala de algo inerente ao ser humano: a <strong>incompletude</strong>.</p>\n<p>É estranho imaginarmos que, mesmo adultos, sentimos como se nos faltasse um pedaço, algo que não veio junto conosco.</p>\n<p>É uma espécie de “buraco”, que se transforma em inquietação, insatisfação, num vazio permanente que nos acompanha nos anos de infância, adolescência, vida adulta, maturidade e velhice… e não desaparece nunca.</p>\n<p>Não importa quanto sucesso, ou fama, ou dinheiro, ou amor, ou o que mais uma pessoa tenha. Sempre faltará algo, nesta nossa busca chamada “vida”!</p>\n<blockquote>\n<p>Somos seres desejantes destinados a incompletude, e é isso que nos faz caminhar (Jacques Lacan)</p>\n</blockquote>\n<p>O ser humano é um ser de falta! No livro, a metáfora dessa temática se dá por meio da história de um ser circular a quem falta uma parte. Otimista, ele se lança no mundo à procura de preencher esta lacuna.</p>\n<p><img src=\"https://cdn-images-1.medium.com/max/2000/0*MbNyl7CCrhW47fKy.\" alt=\"Ser circular apresentado no livro “A parte que falta”\"><em>Ser circular apresentado no livro “A parte que falta”</em></p>\n<h3>Liberdade e autoconhecimento</h3>\n<p>Somos preparados e incentivados a sermos dissimulados, produtivos e silenciosamente infelizes. É uma pressão tão grande em ser e estar motivado o tempo todo que as pessoas vão se apegando a qualquer migalha de positividade que é jogada para elas.</p>\n<p>À medida que descobrimos o universo ao redor — e também a nós mesmos –, percebemos que as relações interpessoais são muito mais complexas e delicadas do que pensávamos e que a felicidade quase sempre está dentro de nós mesmos — e não no outro. Uma prova de que a liberdade é o maior bem que podemos possuir.</p>\n<h3>Superação e amor próprio</h3>\n<p>Silverstein tematiza o amor próprio, tendo como palavra de ordem a superação.</p>\n<p><img src=\"https://cdn-images-1.medium.com/max/2000/0*LgNLmC6f2KElyQst.jpg\"></p>\n<p>Após ser abandonada pelo ser circular, a parte que falta inicia a busca por alguém a quem possa completar. Mas uns não sabem nada sobre o que ela procura, outros não sabem nada de nada, outros já têm partes demais.</p>\n<p><img src=\"https://cdn-images-1.medium.com/max/2000/0*amjbLXnzVqtuS64r.jpg\"></p>\n<p>Na verdade, ela até encontra um ser com encaixe perfeito, mas quem poderia imaginar que a convivência duraria pouco? É o <strong>Grande O</strong> quem lhe dá a dica: <strong>Por que não tentar rolar sozinha? Uma bonita reflexão sobre acreditar em si mesmo e ir além.</strong></p>\n<h3>Simplicidade</h3>\n<p>Eu dificilmente conseguiria descrever de forma tão simples e tão profunda uma temática humana como essa. Chorei assistindo ao vídeo, chorei lendo o livro e por isso quis compartilhar com vocês algumas reflexões.</p>\n<p>Como explicar a sensação humana de incompletude?</p>\n<p>Dois livros com diálogos simples, mas com reflexões complexas.</p>\n<p>Dois livros com imagens comuns, mas análises profundas sobre quem somos, que lugar ocupamos no mundo.</p>\n<p>Dois livros surpreendentes que nos levam a pensar em quanto acreditarmos em nós próprios, independente de termos “uma parte que nos complete”.</p>\n<p>Um livro para crianças em fase de descobertas e perdas. Um livro para adultos em qualquer época da vida.</p>","fields":{"slug":"blog/2-25-a-parte-que-falta…-e-a-incompletude-da-vida/"},"frontmatter":{"date":"25 de fevereiro de 2018","description":"Durante essa semana, viralizou no facebook e twitter o mais novo vídeo da youtuber Jout Jout. 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